Na sexta-feira da semana passada (17/8), estive na Administração Regional do Gama a fim de alertar para alguns problemas que verifiquei na construção da ciclovia do Gama. A obra vai ao encontro das expectativas dos usuários de bicicletas que se arriscam diariamente entre os carros que transitam na cidade. Faz parte, também, de um projeto global do GDF para integrar modelos tradicionais de transporte ao cotidiano do cidadão. Aliás, a cidade do Gama está prestes a se ver livre de um modelo de transporte arcaico e ineficiente, por um novo, executado pelo atual governador Agnelo Queiroz com uma imensa obra do Veículo Leve Sobre Pneus, já em execução, e a licitação de ônibus já em andamento.
Mas atenho-me novamente à ciclovia. A obra está sendo executada (ou licitada) pela Novacap, mas espero dos gestores da administração do Gama que interfiram em um processo que, ao meu ver, está trazendo alguns danos e legando um perigo futuro para os usuários da via. Primeiro não entendo o motivo de a ciclovia está sendo construída no canteiro central das vias com tantas áreas livres à margem das mesmas. O chefe de gabinete da RA II, Alan Valim, justificou com dois motivos: primeiro, as árvores serviriam de sombras para os ciclistas. Segundo: o novo modelo de acessibilidade prevê as áreas centrais com bicicletas e as laterais com calçadas. Tem lógica, mas sob meu ponto de vista os argumentos não se aplicam a uma cidade de 52 anos, com uma dinâmica já estabelecida. Como exemplo vou citar a avenida da Ambev. Os pedestres já caminham pela calçada na área central, usufruindo inclusive da sombra das árvores. Ali vai ser ciclovia? e os pedestres vão para onde? Quem conhece o Gama sabe que seria mais lógico preservar a calçada dos pedestres e fazer a ciclovia na área marginal, sentido Gama/Plano Piloto.
Na área central da cidade, outro problema. Já existe uma ciclovia, que necessitava apenas de revitalização. No entanto, outra está sendo feita, destruindo toda a avenida central. O argumento da arborização para os ciclistas aí também não cabe, já que são poucas as árvores que propiciam sombra. Pior: a ciclovia vai fluir para o balão da feira, o que vejo como um grande risco para os ciclistas no futuro.
Na avenida que corta a quadra 1 do setor norte e o Estádio Bezerrão o problema continua: muito espaço na lateral, sentido Fórum/Feira e mesmo assim a via central está sendo cortada, em um zigue-zague horrível até o início do Gama. Sei que alguns moradores já se manifestaram e muitos silenciam-se sem saber exatamente que obra é aquela. Curioso é que no Plano Piloto e no Sudoeste, a ciclovia não está sendo construída na via central, mas na lateral da vias. Não dá para entender o critério diferenciado para as cidades "satélites".
Por fim, registro as críticas aqui como apelo, já que muitas pessoas que me conhecem cobravam-me um posicionamento crítico, como outrora tive perante outros governos. Me desculpe o engenheiro que fez o projeto da ciclovia do Gama. Mas me parece ter sido alguém que abriu o mapa da cidade apenas, sem nunca ter posto os pés aqui. Haja visto a previsão de a ciclovia cortar todo o comércio do Gaminha, também pelo centro da via. Como? Também estou curioso para saber.
Solicito ao administrador do Gama, Márcio Palhares, e ao presidente da CLDF e ex-morador do Gama, deputado Patrício, que façam as intermediações necessárias. Se considerarem pertinente.
Suas considerações são pertinentes. De férias agora no mês de julho, pude perceber o início das obras da ciclovia por alguns trechos da cidade. Daí observei alguns aspectos quanto à execução: O acúmulo de terra junto aos canteiros centrais e os desníveis no terreno que foram feitos pelas máquinas. No meu ponto de vista,as obras estão sendo feitas sem planejamento, sem um padrão.
ResponderExcluirConcordo com seu ponto de vista Allan e digo mais: a impressão que se tem ao ver a obra da ciclovia é que não houve planejamento nenhum quanto à rota da mesma. Cheguei a pensar que a administração quis fazer uma coisa e depois havia recuado e mudado de idéia.
ResponderExcluirA iniciativa de se fazer uma ciclovia ligando a cidade ao terminal do VLP é sensacional, mas tem que ter bom senso!